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Confira a matéria/entrevista de Ivete Sangalo na Revista Cláudia

É tão autêntica que parece estar na sala de casa. Mas o fato é que o último dengo de Ivete Sangalo, 39 anos, extasiou 100 mil pessoas na quinta noite do Rock In Rio. Além de sambar nas sandálias altas, na estrada apoteótica, e apresentar seus hits com arranjos de jazz, ela arrematou com o sucesso de Lionel Ritchie, Easy, retomando o repertório do seu show no Madison Square Garden, em Nova York, no ano passado.
A tribo do rock rendeu-se à musa do Axé porque ela tem uma energia avassaladora, que é a marca de sua tragetória – da sua infância simples no interior da Bahia, ao início cantando em barzinhos, o estouro da Banda Eva, com 4 milhões de discos vendidos, a carreira- solo desde 1999.

Porém, depois do casamento com o nutricionista Daniel Cady, 27 anos, e do nascimento do filho Marcelo, em 2009, há algo mais suave nela. A maternidade pariu uma Ivete com talento para fazer ninho e obstinada por oferecer conforto e segurança aos seus dois amores, que, com voz derretida, chama de “meus home”. Nesta conversa, a cantora fala de mais essa profunda transformação pessoal e, sem se dar conta de que está chegando aos 40, quer descobrir o que ainda não sabe.

Ivete Sangalo fala sobre vida de mãe / Andre Passos/Claudia
Faz diferença você cantar em Itaquaquecetuba (SP), no Madison Square Garden ou no Rock In Rio?
Não. As platéias são distintas, mas todas são sofisticadas, porque me recebem com muita generosidade. Foi assim com o público do rock.
Você está sempre no meio de muita, muita gente. É mesmo extrovertida?
Sou. Mesmo. Sempre fui de falar muito, tirar sarro de tudo. Mas, depois que virei mãe, já não faço questão de ser o centro das atenções. O bebê é o centro. Até o hábido da piada, perdi um pouco, porque a gracinha está nele. Fico no meio de muita gente por causa do trabalho, mas tenho uma vida bem quieta. Estou totalmente voltada para a família. Virou a prioridade. Encontrei o Daniel, uma pessoa maravilhosa, e aí veio nosso filho para coroar tudo.
Você tinha se proposto a não dormir fora de casa até o Marcelo completar 2 ou 3 anos. Consegue fazer isso com a agenda sempre lotada de shows?
Depois que ele fez 1 ano e meio, eu começei a dormir fora de casa um dia ou outro. Por exemplo, viajei ontem no final da tarde para o Rio, gravei, voltei, fui para Itaquaquecetuba, fiz outro show, dormi em São Paulo, estou aqui apenas para as fotos e a entrevista, tenho show hoje à noite. Aí pego o avião e vou pra casa. É o máximo que eu consigo.
Como é delegar os cuidados com o bebê?
Sou neurótica, doida da cabeça! Eu quero saber quantas colheres de arroz comeu, se tomou banho, se dormiu direito.. Pergunto tudo, tudo. Daniel cuida, mas é pai. Não lembra de levar a merenda, deixa até 10 da noite na piscina, essas coisas. Por outro lado, graças a Deus que o pai faz isso; senão, a criança fica louca. E tem a Sandra, a Shan, minha mãe postiça, que está sempre por perto e pensa como eu: repara nos carros dando ré, se tem criança doente no parquinho, leva suco de acerola fresquinha…Como eu faço.
Você virou um bicho protetor?
Completamente. Virei uma pessoa que eu não conhecia. Aliás, não me lembro da minha vida antes dele! Sei que dormia até tarde, malhava muito, viajava sem data para voltar, mas não sei quem eu era. Quando estava grávida, chorava pensando que ia ser uma péssima mãe. Ao mesmo tempo que sou bastante cuidadosa, quero que o Marcelo seja do mundo. Gosto muito dos valores que aprendi com minha mãe, sobre simplicidade. Posso ter milhões de luxos por ser uma artista reconhecida, mas esqueço que existem. Isso me livra da acomodação.

Qual sua maior neura?
A violência. Tenho medo da droga, do crack, da arma, da desvalorização da vida. Por outro lado, com a mesma intensidade, vibro pelas coisas positivas. Hoje se fala mais de solidariedade e de sustentabilidade que no passado.
E como é Daniel? A gente sabe muito pouco sobre ele…
Ele é maravilhoso como e um superpai. Cada vez mais estamos nos acostumando com esse amor. Porque a gente precisa entender ese amor. É quase um vício. Do dia para a noite surgiu Marcelo, e com ele, fiquei louca, apaixonada. Quero isso o tempo inteiro. Fico tentando entender todo dia, repetindo mil vezes, no espanto: “Meu Deus, que coisa boa!”. Não escolhi, aconteceu. Conheci Daniel no píer do meu prédio. Eu estava fazendo exercícios com a fono e ele, que era vizinho, veio nadar com amigos que moravam ali. Parei na gatice dele. Afe! Lindo, calmo e calado, me encantou, mas fiquei na minha. Nunca tive grilo com idade, mas ele era bem mais novo (são 12 anos de diferença). Deixei pra lá. Depois depois, resolvi perguntar para os amigos que ligaram, e o Daniel foi lá. Começamos a conversar e ele me impressionou pela inteligência. Pirei, e ele foi jogando charme. Mas levou uns seis meses até a gente ficar.
Você é poderosa, carismática, seduz multidões, ganha muito dinheiro. Tem algum receio de ofuscar esse homem?
Não, porque ele também tem personalidade forte, é seguro de si e brilha na profissão dele. Para Daniel, ser famoso não é o grande barato. Ele acha que meu trabalho gera fama, ponto. Não é algo extraordinário. Nossas qualidades são muito parecidas e temos admiração um pelo outro. Ele nunca teve ciúme do meu sucesso. É um grande homem.

E o casamento combinou com a maternidade?
Sim! Temos nossa vida de casal, mas a gente está junto para valer, o que inclui nosso filho. Marcelo está sempre comigo, menos nos shows. Choro quando tenho que viajar, de saudade mesmo, de não querer perder nada que acontece com ele. Mas tenho um avião, e isso facilita voltar logo. Sou uma mãe felizarda e penso muito nas mulheres que sofrem por deixar os filhos todos os dias enquanto trabalham.
Pra que serve o dinheiro?
O dinheiro é bom demais, mas deve ser usado para solucionar. Do contrário, só atrapalha. A gente tem que saber lidar com o dinheiro. Eu respeito muito, não sou consumista. Ele me traz conforto e segurança. Por exemplo, tenho um avião porque ele é um instrumento do meu trabalho. Mas meu carro fica batendo lata até eu lembrar de trocar.
Você tem noção do dinheiro que gera e de quantas pessoas dependem de você e do seu sucesso?
Totalmente. Em torno de mim existem 180 pessoas trabalhando. Durante os shows, são 45, entre técnicos, banda, maquiador.. Às vezes dá preguiça, e aí o que me estimula é honrar os compromisos que tenho com toda essa gente.

O fato de estar acima do peso de antes da gravidez incomoda?
Sou grandona, tenho 1,74 metro, manequim 42, minha família toda tem esse porte. Sempre investi mais na saúde do que na estética. Minha dieta é saudável, malho todo dia para manter o condicionamento. O resto é obra da natureza.
Em 2012, você faz 40 anos. Tem mais certezas ou mais dúvidas?
Minha filha, você só me lembrou agora que eu vou fazer 40 anos! Não penso na idade. E ela não me impõe nenhum desafio extra. Só fiquei mais ligada nisso na faixa dos 30, por causa do relógio biológico. Quero ter mais dois filhos.
Será que um dia você vai conseguir viver sem a adrenalina do palco?
Ainda não sei como, mas vou descobrir outras adrenalinas que não a do aplauso. No futuro, me vejo com uma vida normal. Não adianta ter 70 anos e querer viver com a intensidade dos 20. Há muito a descobrir na maturidade.
Você acredita em Deus?
Totalmente. Rezo e, na hora em que o bicho pega, eu simplesmente entrego, deixo na mão Dele. Acredito que Deus vai ajeitar a situação da melhor forma para mim. Só fico esperando o sinal, que uma hora vem no meu pensamento.

Lida bem com o que não sabe?
É com o que eu lido melhor. A maioria das coisas eu não sei. Às vezes tenho angústias tão avassaladoras! Por exemplo, perdoar gera muita angústia, pois, se fui maltratada, apunhalada, como deixar passar? E existe uma linha tênue entre o perdão e o permitir que as pessoas folguem.
Você teve que exercitar isso no episódio da demissão do seu irmão, Jesus, que administraa sua empresa, a Caco de Telha? Afinal, houve suspeita de desvio de dinheiro e, em janeiro de 2011, a sociedade se desfez.
Não queria falar sobre esse assunto, não. A saída dele da empresa foi de comum acordo. O afeto familiar foi preservado e a gente decidiu não falar da nossa intimidade.

Tem algum plano grandioso para o futuro?
Ano que vem faço turnê internacional com o show do Madison Square Garden, de 2010. É um trabalho que tem me trazido muita alegria e vai continuar com shows nos Estados Unidos, na Europa, América Latina e África. Também estou curiosa para saber como a Ásia me receberá. Marcelo e Daniel vão comigo, claro. Fazer isso sem eles não dá.
Você sente que fica mais apurada a cada show?
Não, pelo contrário: sinto que estou ficando velha e ”desapurando”. A vida é cheia de curvas, e, se você puser o carro no piloto automático, dança. Na carreira, a mesma coisa: aprendo muito quando não estou fazendo shows, aprendo ouvindo, vendo e até mesmo não compreendendo as coisas. Muito da minha criatividade vem de não saber o que os outros estão fazendo. Isso me livra do risco de imitar e perder o meu, o que é novo, o que eu ainda não sei.

Matéria retirada do site, e redigida pelo Bozolinos Ivete

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